Fracotes: coadjuvantes de si mesmos

bullying

18 de abril, 2018

Estamos sempre atrás do protagonismo na vida, popularidade estará sempre atrelada ao sucesso, ao poder de persuasão e sedução que temos em fazer que todos voltem os olhos para si. Que meio mais mistifica a personagem em cima de seu sucesso pessoal do que o entretenimento como um todo?

De super herói a aquela advogada fodona do seriado há sempre uma ode ao sucesso que a maioria almeja, mas existem alguns personagens, protagonistas que não tinham essa segurança toda e certamente são bem mais comum ao senso mas até hoje trazem reflexões pertinentes a nossa atual sociedade.


Kevin Arnold

Anos Incríveis é uma das séries mais memoráveis da televisão, muito antes do conceituado Boyhood, quantos de nós não nos prendemos a historia linear desde os dilemas do garotinho enamorado até o adolescente rodeado de incertezas tipicas da fase. Arnold é o tipo comum de sketche do suburbano americano, da família 'tradicional' ao convívio com amigos e namoradas, Arnold age exatamente como a série introduz a personagem, um narrador do cotidiano, alheio aos acontecimentos, o protagonismo do menino, jovem, sem muita desenvoltura traz o que os 'fracotes' tem de mais comum, a ingenuidade em lidar com as situações.

Doug Funnie

Colado em Anos Incríveis em algum saudoso lugar dos anos 90 na Tv Cultura vinha Doug, a mesma premissa. O garoto suburbano da vez vinha desenhado, com um nariz protuberante, talvez ainda mais tímido que Arnold e sob muito bully de Roger Klotz. Arnold e Doug tem muito em comum e tinha uma enorme identificação com ambos, a montanha russa que essas personagens passavam eram exatamente o tipo de situação que enfrentava a época. Doug ainda me trazia mais conforto pela sua imaginação, eu também tinha pretensões como ser um super herói, ter uma banda de rock e gostava da loirinha da escola.. não galguei em nenhum.




Eric Forman

Passo a frente, aqui já temos um jovem bem mais rebelado ainda assim contido, suburbano e longe do protagonismo que a própria peça lhe propõe. Forman já dirige o próprio carro, dá uns peguinha, sai pela janela do quarto no meio da noite para ter relações com sua lindíssima namorada ruiva. A personagem do sitcom That 70's show talvez nem seja lá um looser dada as circunstancias mas está sempre se ferrando, sofrendo bullying constante inclusive do próprio pai. Eric não me fez vibrar como Doug e Arnold ainda assim há nele a aura de nerd que traz a tal empatia com o mesmo.




Sr. Madruga

E nessa que pode ser uma primeira parte de uma série, inusitada? Não poderia ficar de fora o fracote mais icônico de duas, talvez três gerações da Tv brasileira: Sr Madruga! Sim, o pai da Chiquinha vai muito além do carisma de caretas, mimicas que todos nós tenhamos eterno apreço pela personagem. Sr Madruga é o verdadeiro perdedor, em uma analogia cartunesca Sr Madruga é o Jerry da animação, sempre levando uma surra do rato. E como não se identificar com um sujeito que persiste em tudo, traz consigo o empreendedorismo que muitos residentes de países subdesenvolvidos já tem no sangue mediante a necessidade de sobrevivência, Sr. Madruga apanha mas logo se levanta...



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