Melhores Filmes: 2017



15 de janeiro, 2018

Moonlight - Barry Jenkins

Data oficial 2016 mas por aqui chegou somente esse ano, depois daquela confusão no Oscar Moonlight só atiçou ainda mais minha curiosidade e olha, a película fez por merecer. A fotografia e os personagens se envolvem em uma trama aparentemente ingenua mas cheia de criticas e contundências que a vida e o contexto da protagonista revelam a cada capítulo.


Life - Daniel Espinosa


Boa premissa, produção e fotografia muito bem conduzidos, realismo vai bem até a aparição do extraterrestre, a geleca alienígena causa apreensão somente pela agilidade porque sua forma e aspecto me lembraram em muitos momentos os aliens dos Simpsons, ainda assim salva-se pela apreensão e mortes dignas do cinema trash dos velhos tempos, não é um primor de filme mas é um bom terror espacial e seu final dá muito pano pra manga



Gold - Stephen Gaghan

Matthew Macgoghney desbravando mais um personagem insólito em uma historia intrigante com tons de veracidade, é o tipo de película que americano adora fazer. Exaltando o capitalismo com seus próprios clichés de personagem insurgente até o grandioso sucesso financeiro, mas sempre fadado ao fracasso pessoal que qualquer humano pode estar suscetível, me lembrou o já cultuado O Lobo de Wall Street, vale conferir.


Ghost in the Shell - Rupert Sanders


Baita marketing fizeram com Ghost in the Shell, lançamento mundial no Japão o que é bem raro as produções de Hollywood, ao final muita insatisfação com o resultado final. Eu confesso, achei na medida, tudo o que se espera para uma adaptação, Scarlett pode não ter os olhinhos puxados da Major mas vá lá, a fidelização de algumas cenas com as do anime me satisfizeram, ao menos é respeitoso.


Ao cair da noite - Trey Edward Shults


Pra quem procura suspense com leve toques de terror, Ao cair da noite é ótima pedida.

Enredos com a premissa de distopia apocalípticas são fáceis por si só, nos trazem as fantasias mais escabrosas nas nossas mentes e sem dúvidas despertam ânsias naturais da nossa própria moral: até onde iriamos para sobreviver?

Bokeh - Geoffrey Orthwein/Andrew Sullivan


Linda distopia apocalíptica, em um mundo onde restaram apenas um casal de namorados na gélida Islândia daria pra imaginar uma infinidade de coisas a serem desfrutadas mas o que o filme nos mostra principalmente nas inóspitas locações é uma imersão em solidão e desamparo que as protagonistas vão se encontrando num degradê que vai se tornando denso, linda abordagem para um tema tão em voga.


Mulher Maravilha - Patty Jenkins


Nessa treta da interwebs pra ver quem se sai melhor, DC ou Marvel, fico no time dos isentões, não vejo diferença exceto pelo lucro que ambas as produtoras envolvidas estão dispostas a faturar, mas a grosso modo, a Marvel tem se saído melhor mas é a DC que definitivamente entrega um dos filmes mais bonitos de super heróis desde o boom mais recente, a fotografia de Mulher Maravilha é impecável, a história até é cativante mas se esvai no fraco desfecho 'raio azul', ainda assim cabe nessa lista.


Joshua: Adolescente x Poderosos - Joe Piscatella


As melhores produções da Netflix são as inspiradas em casos reais, documentários como Winter on Fire e The Square são arrebatadores, em Joshua.. temos o mesmo perfil de luta popular em uma história motivadora. Os eventos descritos neste documentário escancaram a forma como política e negócios são feitas com ostensividade por governos e corporações em qualquer lugar desse globo. Inspirador para a atual situação do Brasil.


Jim & Andy - Chris Smith


Jim Carrey, como não gostar desse cara?! Gênio, melhor de sua geração ou simplesmente humano é o que esse outro documentário Netflix nos revela, um sujeito que absolutamente se entrega ao que faz, faz da atuação sua própria expressão de arte. Entre relatos do delírio que foi viver Andy Kauffman, aqui Jim ainda nos faz refletir sobre muitas outras questões que permeiam até o plano filosófico e espiritual de nossas vidas. Brilhante!


Bladerunner 2049 - Denis Villeneuve


Depois de ver o novo Bladerunner é impossível não se sentir tão frustrado quanto o próprio diretor Denis Villeneuve por conta da má repercussão e bilheteria do filme, só demonstra o quão prostituído e mercenário o cinema mainstream está atualmente. É evidente que Bladerunner frustra muitas expectativas para peças que cada vez mais se esvaem em conteúdo e um cuidado visual bem além do CG em alto contraste. O filme não é moroso como muitos sugerem, mas é contado de forma sutil, envolvendo a cada belo cenário futurista, uma verdadeira aula de como fazer mais do que uma continuação uma adaptação de um clássico tão contundente. Não seria exagero colocar essa peça em 1° lugar na minha lista.


  FRAMBOESA  

It - A Coisa: Muito marketing, uma semelhança oportunista com o superestimado Stranger Things, um palhaço que não mete medo em ninguém, bem como a maior parte da obra de Stephen King, sem graça.

Death Note: Até aqui, a maior cagada da Netflix!

Alien - Covenant: O problema é quando o diretor que criou um gênero e um dos seres mais assustadores do cinema consegue entregar um material tão fraco que a única alternativa é esquece-lo para todo o sempre.

Guardiões da Galáxia - Vol.2: Marvel redundante, péssimo uso de CG.

Homem Aranha - Homecoming: O Aranha continua sem um filme digno, daquele Peter Parker nerd sim mas sorrateiro e sarcástico, no universo heroico com certeza a maior decepção do ano.

Power Rangers: Gosto de Power Rangers mas me decepcionei desde o primeiro release dos uniformes desse reboot, os trailers já davam boa ideia da baboseira que seria, dito e feito: a franquia decreta seu próprio fim nos cinemas.