Documentários na Netflix


30 de maio, 2016

Já  estamos a alguns meses sem Tv a cabo, além do valor absurdo que nos era cobrado pelo serviço, prevaleceu a opção de cancelamento dado a fraca opção de programação ofertada pelos mais de cem canais, simplesmente não valia a pena, nos tornamos só mais um dos milhões que abdicam de um serviço tão fraco e abusivo nas tarifas.

Migramos definitivamente para as opções de stream, nada melhor que poder fazer a própria grade, e apesar de achar o Netflix ainda aquém da oferta principalmente de filmes, peneirando dá pra achar muito conteúdo bom, os principais certamente são os documentários. Abaixo alguns bem interessantes:



A Coreia do Norte é um dos países mais intrigantes desses tempos, a doutrina comunista e ditadora de seu líder Kim Jong un traz muitos questionamentos pelo mundo afora, o que esse doc The Propaganda Game faz é um relato autorizado pelo próprio governo norte-coreano, um latino [vejam só] membro oficial do regime demonstra fidedignamente como o país é prospero e refuta as manchetes, sobretudo americanas, referentes a obscuridade do país.


É realmente instigante a medida que são evidentes as limitações e até a 'lavagem cerebral' que é submetida a população, no entanto o documentário relata em vários momentos um país de pessoas carismáticas e até mesmo com locações modernas e bem estruturado. O grande questionamento talvez seja esse, há muitas restrições ali mas e nas sociedades de regime capitalista e ditas democráticas não existem muitas restrições também?


Winter on Fire conta sob uma ótica bem direta e crua os acontecimentos envolvendo os protestos populares que culminaram em uma crise humanitária tremenda na Ucrânia entre 2013 e 2014. É um documentário chocante a medida que os relatos demonstram apenas cidadãos reivindicando direitos simples como o de protestar pacificamente, uma tênue linha que divide classes, de como em quase todas as denominadas democracias estamos sujeitos a uma intervenção pesada por parte de governantes.


É incrível ver toda uma nação mobilizada por uma única causa, aprendendo a se defender e resistindo a uma ostensividade bruta do estado. Chocante ver pessoas morrendo tão brutalmente sem qualquer justificativa. Necessário para nós brasileiros quem sabe aprendermos algo sobre senso critico e principalmente de união, alheio a interesses próprios e vaidades insignificantes, unidos podemos mais. Pra passar em sala de aula.


Ainda em um contexto politizado We are Legion nos traz o surgimento, ascensão e constante reformulação do grupo auto intitulado Anonymous, jovens que mal se conhecem, já em plena comunhão com a internet, passam a praticar o chamado hackativismo, atacando instituições e pessoas de atitudes éticas duvidosas. No meu caso surpreendente foi saber que o grupo estava diretamente ligado aos eventos da Primavera Árabe, desde os protestos na Tunísia até auxiliando os egípcios frente ao caos civil que o então governo havia instaurado no país, fecha com uma questão relevante sobre as penas aplicadas em alguns integrantes pegos pelo FBI, imaginem o temor das autoridades de revelações comprometedoras que poderiam vir a tona, como o próprio Wikileaks é citado no filme. Não tem Netflix? Tem completo no Youtube.


Já aliviando a tensão, pra quem se interessa por natureza e mesmo que não, o doc da BBC The Bat Man of Mexico que por livre tradução seria algo como 'Batman do México' traz os relatos de um conservacionista que faz um trabalho dedicado sobre uma especie especifica de morcego ameaçada de extinção, responsável por polinizar a agave, a planta mexicana utilizada na produção da tequila, que inclusive apelida a especie de morcego-tequila. Interessantíssimo observar mais uma vez um ser tão peculiar quanto esses mamíferos, vale os rápidos 40 minutos.


Pra finalizar, quase que um documentário motivacional, Happy traz diversos retratos em diversas regiões do mundo [inclusive Brasil] do que seria o 'conceito' de felicidade para as pessoas, muitas histórias peculiares , de superação e do quanto felicidade é mais um estado de graça consigo mesmo do que a falsa ideia de aquisição e posse, vale pelo otimismo.