Melhores Filmes: 2016


21 de dezembro, 2016

Melhores Filmes [vistos] em 2016, confira a lista completa clicando no link:

No coração do mar [Ron Howard : 2015]
Em porcentagens diria que há quase uma totalidade na expectativa de um filme lançado ser um blockbuster, ter ali apenas a intenção de entreter e fazer bons números nas bilheterias é o que faz essa grande máquina de estúdios e redes de cinema faturar muito a cada ano. No Coração do Mar exerce tal função eximiamente, com excelente produção e fotografia, filme digno pra uma sessão despretensiosa de uma das histórias mais clássicas dos mares.

Ele está de volta [David Wnednt: 2015]
Um soco no estômago de deixar nauseado. A narrativa descontraída nos dá a sensação de um filme de comédia o tempo todo, até por sua temática deveras polêmica, trazer Hitler de volta fazendo-nos rir em situações absurdas só poderia funcionar em tal gênero. No entanto, Ele está de volta termina nos deixando perplexos sobretudo por uma questão humanitária tão complexa acontecendo com os milhares de imigrantes atualmente, em tempos de Trump eleito, o aviso é dado de diversas maneiras.


MacBeth [Justin Kurzel: 2015]

Não sendo grande conhecedor da obra de Shakespeare fica difícil traçar um paralelo com tal, li MacBeth em um exemplar que meu pai me dera há certo tempo atrás, uma das peças mais conhecidas deste autor secular aqui apresentada em clima sombrio, moroso e ao final com uma fotografia bem marcante, enfim uma ótima adaptação sendo até imprudente, recomendado para quem curte GoT e histórias de época.

Guerra Civil [Anthony/ Joe Russo: 2016]

Mais que o boom nerd que o mundo vive nas últimas décadas, é observar como esse nicho tornara-se um mega tema de assuntos, franquias e discussões, aqui no Licantro canso de falar o quanto o cinema peca com os heróis mas, Marvel e Disney sabem muito bem como lidar com seus produtos. Guerra Civil é um dos filmes do universo mais bem construídos e que definitivamente estabelece uma relação mais harmoniosa entre a fantasia e a realidade.

O conto dos contos [Matteo Garrone: 2015]

Espetáculo de filme, com quase nenhuma divulgação por aqui, a obra é baseada nos contos do italiano Giambattista Basile e nos brinda com histórias surreais, uma fotografia e atuações impecáveis, praticamente uma Disney subversiva com contos de outrora.



Trans Fatty Lives [Patrick O'brien: 2015]
Também já comentei aqui que uma das melhores ofertas no Netflix são os documentários, Trans Fatty Lives consegue ser simpático, terno e na narrativa explora muito bem o drama que uma doença tão incomum traz a seus portadores, a ELA é cruel mas a vontade de viver pode ser ainda mais superável que a própria doença.



Doutor Estranho [Scott Derrickson: 2016]
O mercado de heróis ruge, serão tantas produções daqui pra frente que fica difícil acompanhar e aprofundar nas suas origens impressas. Eu nunca li nada do Doutor Estranho, exceto por algumas aparições em histórias paralelas a outros heróis, ver esse excêntrico herói direto na telona fora uma agradável surpresa, nem tanto pela história em si, segue o script básico, mas visualmente é lisérgico e de pura contemplação, vale o ingresso.


Demônio de Neon [Nicolas Winding Refn: 2016]

Daqueles pra assistir um par de vezes, de enredo soturno e surreal, Neon Demon é outro espetáculo visual em alto contraste, planos inusitados, futurista e retro, a compreensão do que é trabalhado no contexto se alinha perfeitamente a cada cena e termina nos deixando com uma enorme reflexão.

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Notas

Batman x Superman

Se pra cada fiasco do cinema com os heróis me dedicasse a escrever um post, haja linhas pra dissertar tanta bobagem produzida, Batman x Superman não só é fraco como me dá total desanimo em dar continuidade no que a Warner trará pela frente em Liga da Justiça e afins.

Esquadrão Suicida

Eu não sei nem o que comentar de Esquadrão Suicida, já não tinha expectativa alguma antes mesmo do lançamento, mesmo todo o marketing que fizeram em cima do Coringa e da Arlequina pelos seus intérpretes terem ensandecido durante as filmagens, o que se vê é um resultado tão pífio em uma trama tão vomitada que deveria ser apagada do contexto que a Warner espera para os próximos lançamentos, muito ruim.

Invocação do Mal 2

Outro cenário que anda bem mal, pelo menos no que tenho acompanhado na cena americana, é o de terror, o de dar medo mesmo. Tivemos ali um simpático Babadook agradável surpresa mas que ainda assim não gela a espinha. Invocação do Mal 2 foi vendido como um dos mais soturnos já feitos, o visual da freira tinha um bom potencial mas a peça é tão chula que até a pegadinha temática do Sílvio Santos me deu mais medo e me divertiu.