Melhores Álbuns: 2015


12 de dezembro, 2015

Esse ano vamos fazer um pouco diferente, conseguimos lidar melhor com os lançamentos ao longo do ano, logo deu pra ouvir muito mais coisa, e como tivemos muito mais do que apenas 10 bons álbuns, vamos além, lembrando sem ordem de preferência, lista aleatória cada qual com seu devido valor. 

Negative Self : The pain never ends

Já falei [aqui] o quanto gosto do Suicidal Tendencies, e logicamente não estou sozinho nessa, a Negative Self é praticamente um espelho da banda californiana, e não estamos falando do ST da fase hardcore, que teoricamente seria mais fácil se assimilhar, em The pain never ends a banda explora aquele ST heavy-thrash de How I will laugh.., Lights Camera Revolution, o vocal de Muir, as guitarras de Rocky George e até mesmo os backvocals, é impressionante a semelhança [ainda mais por ser uma banda suéca], praticamente uma homenagem aqueles áureos tempos de ST que dificilmente voltarão ainda que a banda esteja atuante. O álbum foi lançado em dezembro de 2014, mas cabe nessa lista lindamente.

 


Institute : Catharsis

Austin no Texas tem se tornado um riquíssimo berço cultural e musical dos States, com festivais e muitas bandas advindas da região, uma delas é a Institute, com um post-punk suavão, Catharsis remete aquele Wire de Pink Flag, com um toque mais moderno a la Strokes, play bem redondo pra trilhar uma breja com os amigos.

 


Snoop Dogg : BUSH  



Ten High: Cable Vision
Com uma levada que vai ali do Strokes a The Stooges, Ten High é uma banda de alternative/punk de Arkansas, Cable Vision é um play curtinho 6 músicas somente, mas bem contagiante, entre o novo e o tradicional agrada bastante.

 

Marilyn Manson : The Pale Emperor
Nunca imaginei que iria ver Marilyn Manson com outros olhos e muito menos apreciar sua música. Que o sujeito faz mais tipo pra bater de frente com a sociedade formal cristã americana todos estamos ligados, mas a música em si nunca me apetecia, a distância dos estúdios trouxe um MM bem mais amadurecido musicalmente, The Pale Emperor é um álbum bem menos estereotipado e uma levada rockn'roll bem mais agradável, tudo claro, sem perder a obscuridade característica.




Dr Living Dead : Crush the sublime gods
Mais uma que bebe bastante da fonte Suicidal Tendencies, molecada diretamente influenciada por toda a safra Venice/SanFrancisco, até agora um dos melhores trabalhos da Dr. Living Dead, Crush the sublime gods, é uma porrada atrás da outra, thrashcore, thrash metal feito por esses jovens esqueletos do mal, metal zoeira muito bem executado.



Kitty Daisy Lewis: The Thirdy
Falamos do trio de irmãos AQUI e como o alternativo/pop raras vezes se salva dos clichês fazendo mais do que o óbvio, aqui pode crer que é música das boas.




Pompeya : Real
Se tem um trabalho que tem uma leveza ímpar lançado em 2015, é Real do Pompeya, quando você vê o rótulo de rock alternativo russo chega a ser incrivelmente surpreendente como consegue soar nostálgico, mas a verdade é que a banda bebe muito mais de Bowie e da disco music do que do indie-rock propriamente, Real é inteiramente dançante com um toque que remete alguns clássicos oitentistas, música na sua melhor forma.




Twenty One Pilots : Blurryface
Algumas músicas tem o poder de nos rejuvenescer, muito mais do que fisiologicamente, mentalmente. Se por um lado o Twenty One Pilots pode parecer só mais uma bandinha com uma pré produção ferrada [foram vários produtores americanos e europeus envolvidos em Blurryface], com material, logotipia e todo o merchan pronto pra tocar em grandes festivais, por outro lado, esse jovem duo estado-unidense fez um trabalho capaz de me impressionar com Blurryface, muito pelas enérgicas performances ao vivo, muito pelas variadas sonoridades exploradas. O som do Twenty One pilots vem com muitas referências que vão do reggae, hip hop, eletrônico, sempre imerso numa levada extremamente pop e repleto de melancolia. Podemos considerar a parte faltante para o mainstream atual, um respiro capaz de fazer a música, ainda que comercial, valer a pena de ser apreciada. A banda está confirmada no line do Lollapalooza 2016.




Sublime with Rome : Sirens
É difícil ser um entusiasta de bandas que foram e voltaram, muitas vezes parece puro oportunismo pra fazer mais grana em cima de um nome que já se consagrou em um passado recente. Se o Sublime agora é 'with Rome' pelo menos nos últimos trabalhos tem conseguido convencer, o atual vocalista supre muito bem a ausência de Bradley Nowell, é fato, mas mais do que isso a banda não se deixou levar tanto pela sedução do lado pop e mantém o ska, surf music característico da saudosa boa época do 'só' Sublime.



Prinzhorn Dance School : Home Economics
A nova iorquina Prinzhorn é mais uma banda que traz um passado regular a tona, Home Economics tem ali uma melancolia a la Joy DivisionThe XX, talvez com alguma coisa meio gótica tipo Systers of Mercy, é um play também enxuto e minimalista mas com contexto bem interessante.





Avulsed : Altar of Disembowelment
Argh! Não adianta death metal é old school, tem muitas bandas atuais que apelam para variadas vertentes na música e conseguem resultados interessantes mas a pegada é crua, o vocal é gultural e as baquetas quebrando no ride, essa banda de Madri vem pra confirmar isso, death metal primoroso com direito a cover de Black Sabbath fase Dio, seis faixas de entortar a vértebra.

 


Dead Rejects : Could be worse
Curte Rancid, Reel Big Fish? Então certamente vai curtir o Dead Rejects, ska-punk-hardcore saborosíssimo pra skate session, o mais interessante é a pegada melódica com os vocais mais urrados de Shane, banda bem promissora da cena.

 

Orquestra Brasileira de Música Jamaicana : OBMJ Ataca!

Vira e mexe uma galera de Músicos [mesmo] se reúnem pra fazer Música [mesmo], e o resultado normalmente é além do profissionalismo esperado, audições precisas e deliciosas, o tributo que a OBMJ presta ao ska como um todo é precioso, a mescla de elementos culturais nos seus vários plays só enaltece o som dos caras, em OBMJ Ataca! o cinema está lindamente representado, e para os caras serem ainda mais fod@ eles disponibilizaram na integra [aqui], só baixar e tocar alto.





Cemitério 
Fiz uma postagem [aqui] sobre mono bandas, a Cemitério é mais uma adepta da solo music, o nome por trás é conhecido da cena underground paulistana, Hugo já é macaco véio no meio e traz este exímio trampo com um death metal old school que há tempos não ouvia na cena nacional, ainda mais contundente por ser cantado em português. Ainda não tive a oportunidade de ver o projeto ao vivo mas já rolou até participação com Dan Lilker.

 


Public Enemy : Man Plans God Laughs

Apesar da notável ausência dos vocais inigualáveis de Flavor Flav neste álbum, o Public Enemy nos brinda com um trampo contundente, Chuck D expõe mais uma vez suas letras pesadas, batendo nas velhas questões sociais e sobretudo da problemática do povo negro nos EUA e logicamente na África, a música Mine again ilustra bem o contexto. O tom pesado das batidas se intercala com faixas surpreendentes como a Honk Talk Rules, um sampler baseado na Honky Tonk Woman dos Stones, Man Plans God Laughs é mais um petardo pra discografia dessa importante banda do rap mundial.


Late Night Alumni : Eclipse
Falamos [aqui] sobre os vocais femininos e o potencial que elas tem, Becky Jean Williams entraria fácil na lista mencionada, a voz da americana é como açúcar para os tímpanos, aliado as batidas houseeletropop o grupo que conta ainda com os dj's John HancockFinn Bjarnson e Ryan Raddon apresenta um álbum linear de suave audição.




Atari Teenage Riot : Reset
Atualizando... e como muita coisa acaba sendo esquecida, muitas vezes mencionar depois do post publicado pode ser até má ideia, mas neste caso seria certa injustiça comigo mesmo, Reset do Atari Teenage Riot é sem dúvidas um dos grandes lançamentos de 2015, e a oportunidade de ter visto a banda ao vivo só complementa mais isso.