Melhores Filmes: 2015


23 de dezembro, 2015


Chegada a hora: listinhas! Seguimos com nosso Licantro Awards [hehe], agora com os melhores filmes, relembrando, nossa lista não segue necessariamente o cronograma do ano, assistimos a muitos filmes fora de época [até por considerar as datas oficiais às datas de lançamento no país], se parece mixórdia, pra nós segue critério mais coerente. 

Acreditamos que o que vale é falar realmente de películas que nos surpreenderam e compartilhar para quem eventualmente não conferiu e se conferiu se está de acordo ou não, firmou?! Então confira..


Mad Max: Fury Road [2015: George Miller]
Provavelmente unanimidade nas listas do ano internet afora, thriller pós apocalíptico sensacional e com tema tão atual [fala aí Alckmin], que venham as continuações. Texto completo publicado anteriormente.


Ex Machina [2015: Alex Garland]

Bela ficção científica, narrativa bem diferente para o gênero, atuações contundentes [destaque para Oscar Isaac], contraste de natureza e o supra-sumo high-tech, e muito além da lógica das leis da robótica temos aí um elemento de feminismo que se destaca singularmente, com um final pra deixar boquiaberto.

Leviatã [2014: Andrei Zvyagintsev]

Já tínhamos falado sobre o filme brevemente aqui. Película russa de fortíssimo contexto moral, clima lúgubre e metáforas surreais, diria que já é um clássico.



Metalhead [2013: Ragnar Bragason]
Esse islandês vai requerer um pouco da sua paciência, principalmente se você não curte estilo de música extrema, a história é bem morosa e pouco dinâmica mas se imergir na brisa da protagonista e chegar até a cena final é curioso o efeito causado, do soturno ao cortes, lava a alma, e porr@, tocar black metal pra vacas beira do ousado ao cômico.



Shaun, o carneiro: o filme [2015: Mark Burton/Richard Starzak]
Que delícia de série stop-motion que é Shaun, o carneiro. Pra quem eventualmente acompanha as historietas do personagem tá ligado, esse longa é simplesmente perfeito, não exige um diálogo pra garantir a diversão, o cuidado dos animadores é impecável e pra criançada é uma linda forma de aprendizado.


A Criança escondida [Tyskungen, 2013: Per Hanefjord]

Thriller sueco bem amarrado, envolvendo personagens da Segunda Guerra em dias atuais, sem muita pompa, atuações até discretas, mas enredo e final surpreendentes. 



Ida [2013: Lukasz Zal/Pawel Pawlikowski]
Fotografia impecável, preto e branco contraste perfeito pra uma história silenciosa, feminista quem sabe, mas muito, muito sobre escolhas e vida. Nos damos conta de que o cinema é arte por composições como esta, ainda que em P&B é um filme que consegue ser colorido em nosso imaginário, como quando diz-se que a protagonista é ruiva, quando há música no baile, quando ela parte dá até a sensação do monocromático ganhar ares de sépia, lindo.


Chappie [2015: Neill Blomkamp]

Ainda na ficção cientifica, Chappie soa familiar desde o pôster, difícil não ver semelhança com o clássico vespertino Curto Circuito, a história e até os robôs se parecem [guardada as proporções], a história nem é lá tão surpreendente mas o ritmo ágil [principalmente com a galera do Die Antwoord em cena] e a mesma questão envolvida em Ex Machina permeiam uma reflexão de até onde pode chegar a nossa relação com a tecnologia.



A Band called Death [2012: Mark Christopher Covino and Jeff Howlett]
Provavelmente um dos mais emocionantes que assisti este ano, que história magnifica desta banda formada por três irmãos, desde a concepção do nome, a questão racial, as adversidades do destino, até o redescobrimento de uma das bandas mais autênticas que não tínhamos conhecimento até meados de 2010.



A Travessia [2012: La Traversée, Jérôme Cornuau]
Thriller psicológico francês bem denso, um pai em busca de sua filha desaparecida a reencontra e estranhos acontecimentos vão se sucedendo, parece até de difícil entendimento conforme a história decorre mas os fatos vão se esclarecendo e o final é bem surpreendente, adaptação do romance Parce que je t'aime de Guillaume Musso, não confundir com o recente lançamento americano.





Os Mais Jovens [2014: Young Ones, Jake Paltrow]
Em um futuro distópico, o filme retrata o cotidiano de uma família em busca de um elemento essencial em falta: a água. Entre paisagens desoladoras e robôs tecnológicos que auxiliam na escassa produção agrícola, a trama se desenrola em uma grande tensão com morte e vingança dignas de Shakespeare, choca por ser um contexto tão atual a nós.